associo logo a política a qualquer espaço: a vida na sua diversidade coexistindo. Nesse sentido, a diversidade de formas de pensar, comportamentos e valores culturais num telecentro nos leva a pensar esse espaço de forma que ele mostra tal riqueza para si e para fora. Mas normalmente é mais reprimido do que desenhado. A hegemonia recalça as botas e censuras e mais censuras são cuspidas. Falo censura para não ficar confudida com regras, o ambiente coletivo pede regras, mas regras para coexistir e eliminar o outro. Há certas caracteristicas que marca a identidade do outro e por outro lado há coisas que não sabemos e também queremos ter contato. A internet oferece esse além-mar. Cada um chega ali por motivos diferentes, é certo que muitas das vezes para fazer a mesma coisa… e alguns gestores, algumas gestoras, se desesperam em ver o uso do telecentro resumir em orkur e msn… e algumas proibições começam aparecer, isso porque a questão da pornografia nem se discuti, decreta logo a sua proibição. A política prevê o amadurecimento das pessoas e não o oposto. O amadurecimento está também associado ao tempo, além do espaço. E quando o telecentro não aponta ser outro espaço, outro tempo, perdemos muitas oportunidades de mexer em coisas que possam fazer as relações sociais avançar. Antes de proibir, porque não discutir? por dói, né?!
jan
13
2010
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a política nos telecentros
1 Comentário »
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que ótimo se estas discussões acontecessem e que o usuário dos telecentros pudessem entender o que há em mar aberto, ter ciência do que se trata e construir, com auxílio é claro, seus próprios porques e não apenas assimilando a política do não ou da maçã vermelha.
meus primeiros contatos com a internet, não me levaram pelos melhores caminhos, confesso, e aposto que a maioria das pessoas vivem a mesma experiência. tiro por mim e digo que foi muito mais doído depois.
entender, discutir e tomar as decisões.