No espaço educacional espera-se que algo seja ensina ali. Mas do que vai ser ensinado eu me preocupo no que pode nascer dali, ou simplesmente, que nasça algo. Aí pensar em métodos que possa criar possibilidades do que fazer com aquilo aprendido. Aprendido ou apreendido? A educação tradicional normalmente joga, quem pegar pegou, e foi o tempo que precisa de pegar o mínimo para se transferido de fase, agora basta está presente.
Gosto de ensinar na forma não-linear, porque nela consigo ver mais possibilidades no inventar. Ou seja, o aprendizado e resultado disto, daquilo, que foi possível ser capturado, em determinado espaço e tempo. Nesse sentido, o primeiro momento é apreender a informação. A documentação tem um papel muito importante nisso, pois a consulta será uma das formas de resgate do apreendido e a combinação das informações aleatoriamente ensinada-apreendida, apontando possibilidades de soluções do problema. Aí recorro a problematização como método, provocando uma série de reações para que a pessoa educanda possa ir fazendo seus fichamentos em paralelo aos processo, onde a informação vai ficando orgânica e se tornando conhecimento.
Recursos como vídeos, músicas, imagens, dinâmicas são sempre bem-vindas. Assim como mapa-mental na parede, ou varal de anotações e os comentários a anotação do colega exposto no varal, os blogs e wikis, fotos e vídeos como forma de documentação do processo.
A idéia de ensinar na forma não-linear é para que as respostas não seja dadas, que as informações sejam verificadas e analisadas, e tanto individualmente como coletivamente seja montado o quebra-cabeça. Reserva o espaço individual, assim como o coletivo é importante, para se ver e ver o outro, para alimentar os espaços do coexistência, elemento tão importante para trabalhar Política e Democracia.
O processo de inventar é ao mesmo descobrir e inventar. No livro “O Menino Marrom”, do Ziraldo, mostra perfeitamente esse processo de inventar-descobrir, no trecho das mistura das cores, onde o aprendizado vai se compondo.