associo logo a política a qualquer espaço: a vida na sua diversidade coexistindo. Nesse sentido, a diversidade de formas de pensar, comportamentos e valores culturais num telecentro nos leva a pensar esse espaço de forma que ele mostra tal riqueza para si e para fora. Mas normalmente é mais reprimido do que desenhado. A hegemonia recalça as botas e censuras e mais censuras são cuspidas. Falo censura para não ficar confudida com regras, o ambiente coletivo pede regras, mas regras para coexistir e eliminar o outro. Há certas caracteristicas que marca a identidade do outro e por outro lado há coisas que não sabemos e também queremos ter contato. A internet oferece esse além-mar. Cada um chega ali por motivos diferentes, é certo que muitas das vezes para fazer a mesma coisa… e alguns gestores, algumas gestoras, se desesperam em ver o uso do telecentro resumir em orkur e msn… e algumas proibições começam aparecer, isso porque a questão da pornografia nem se discuti, decreta logo a sua proibição. A política prevê o amadurecimento das pessoas e não o oposto. O amadurecimento está também associado ao tempo, além do espaço. E quando o telecentro não aponta ser outro espaço, outro tempo, perdemos muitas oportunidades de mexer em coisas que possam fazer as relações sociais avançar. Antes de proibir, porque não discutir? por dói, né?!
03
2010
o ensino não-linear
No espaço educacional espera-se que algo seja ensina ali. Mas do que vai ser ensinado eu me preocupo no que pode nascer dali, ou simplesmente, que nasça algo. Aí pensar em métodos que possa criar possibilidades do que fazer com aquilo aprendido. Aprendido ou apreendido? A educação tradicional normalmente joga, quem pegar pegou, e foi o tempo que precisa de pegar o mínimo para se transferido de fase, agora basta está presente.
Gosto de ensinar na forma não-linear, porque nela consigo ver mais possibilidades no inventar. Ou seja, o aprendizado e resultado disto, daquilo, que foi possível ser capturado, em determinado espaço e tempo. Nesse sentido, o primeiro momento é apreender a informação. A documentação tem um papel muito importante nisso, pois a consulta será uma das formas de resgate do apreendido e a combinação das informações aleatoriamente ensinada-apreendida, apontando possibilidades de soluções do problema. Aí recorro a problematização como método, provocando uma série de reações para que a pessoa educanda possa ir fazendo seus fichamentos em paralelo aos processo, onde a informação vai ficando orgânica e se tornando conhecimento.
Recursos como vídeos, músicas, imagens, dinâmicas são sempre bem-vindas. Assim como mapa-mental na parede, ou varal de anotações e os comentários a anotação do colega exposto no varal, os blogs e wikis, fotos e vídeos como forma de documentação do processo.
A idéia de ensinar na forma não-linear é para que as respostas não seja dadas, que as informações sejam verificadas e analisadas, e tanto individualmente como coletivamente seja montado o quebra-cabeça. Reserva o espaço individual, assim como o coletivo é importante, para se ver e ver o outro, para alimentar os espaços do coexistência, elemento tão importante para trabalhar Política e Democracia.
O processo de inventar é ao mesmo descobrir e inventar. No livro “O Menino Marrom”, do Ziraldo, mostra perfeitamente esse processo de inventar-descobrir, no trecho das mistura das cores, onde o aprendizado vai se compondo.
25
2009
ludicidade e o bôbo da côrte
muitas das vezes a exigência da ludicidade no ambiente escolar faz da pessoa profissional em educação passar por bobo da côrte. sem uma certa seriedade por parte do profissional em sua responsabilidade não há como exigir das pessoas educandas rigor e metodologia. é certo que não precisa também a escolar seguir o seu ambiente de punição ou mesmo manter a relação de autoridade e conteúdo do qual o público na se identifica. Um meio termo que naturalize a educação e que ela seja prazerosa ao mesmo tempo que não deixa de ser científica em seu rigor. no final a língua das mariposas mostra um pouco disso, do educador e a relação com a turma e o conteúdo trabalhado de forma atrativa.